Presa do Padre Pedro

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Um rio

De que falam os transmontanos quando estão longe da terra? De tudo, claro. Mas, antes de mais, dum rio. Dos seus gralheiros a subir as margens depois da chuva, da calmaria das presas, da sombra dos amieiros nos meses de julho e das suas raízes enterradas na água. Trás-os-Montes, na memória dos transmontanos que perderam a terra, é um rio. Um imenso rio esculpido no labirinto dos córregos, das ribeiras, dos açudes, das levadas, das imensas e devastadas águas sesserigas.

Sueca

O meu parceiro era uma espécie de Sebou (tirante o brinquinho na orelha direita). Só me pediu que cortasse bem. De quatro em quatro jogos eram quatro. Lá tive que ganhar, portanto. Sem saber ler nem escrever.

A preto & branco

Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

OBRAS

Fechado para obras. Porque não faz muito sentido andar a pintar a casa aos bocadinhos, a substituir uma telha hoje, amanhã a rebocar um murete, depois, uma semana depois, a mudar de lugar o andaime, aos bocadinhos, à pressa, a encher chouriços. É melhor assim. Quando a Presa regressar, daqui a uns tempos, isso significará que haverá tempo. E só assim faz sentido.

Um abraço.